Cuidados com a dentição do Cavalo
Problemas como dente de lobo e desgastes nos molares podem fazer com que animais não mastiguem direito e, assim, percam peso. Você sabia que os dentes dos cavalos crescem continuamente e que esses animais precisam ir ao dentista com a mesma frequência que os humanos? Equinos com dentição errada têm problemas de comportamento e até mesmo de ingestão de alimentos. A doma do cavalo só começa depois que ele tem sua primeira consulta com o dentista. Problemas como dente de lobo, de tão pequenos podem até passar despercebidos para tratadores e proprietários menos experientes. Mas para os animais, chega um momento em que ele começa a incomodar e a única solução é extrair. O dente de lobo é muito complicado, tem que tirar porque é um dente pequeno, de raiz pequena e a embocadura pega diretamente nele. Assim que a embocadura pega nele, dá um choque e causa muita dor no animal. Às vezes o proprietário pensa que é manha do animal, mas não é. É dor mesmo que ele está sentindo. O procedimento correto requer tronco de contenção, anestésico e equipamentos específicos como abridor de boca, espátulas e boticão. A partir do primeiro ano de idade a dentição dos cavalos já deve começar a ser observada. Cerca de 95% dos equinos apresentam o dente de lobo. Além disso, com o desgaste natural dos pré-molares e molares vão surgindo pontas muito finas nas laterais dos dentes que cortam a bochecha e a língua. Essas feridas, entre outras coisas, atrapalham a ingestão de alimento e o animal pode até perder peso. Para resolver o problema das pontas, que são muito pequenas e afiadas, é preciso lixar os dentes pontiagudos, liberando a oclusão da mordida do animal. A correção deve ser feita de seis em seis meses em animais jovens, e uma vez por ano nos adultos. Além do comportamento agressivo durante o uso da embocadura, cavalos que têm problemas de dentição não conseguem mastigar o alimento direito, deixam a comida cair da boca e consequentemente não tiram todo proveito da nutrição. Mesmo que o proprietário ofereça ração de boa qualidade, faça suplementação, e o animal é bem cuidado, mas não engorda. É porque ele acaba perdendo muito alimento na boca, não consegue ter uma absorção boa e, assim, não consegue engordar. |
Cuidados com os potros recém nascidos
O nascimento é a passagem da vida intra-uterina ao mundo exterior. Na vida fetal os filhotes têm facilidade para se alimentar, são protegidos pela mãe, têm temperatura constante e mais alta que o ambiente, etc. O nascimento faz com que a vida intra-uterina seja trocada por um ambiente mais hostil, com predadores, variações de temperatura, necessidade de se alimentar por conta própria entre outras características. Os cuidados com os potros começam ainda na vida intra-uterina, principalmente no terço final da gestação. A égua necessita de isolamento em um piquete, com alimentação adequada à parturiente e bem próximo do parto, requer um piquete maternidade. É importante lembrar que quanto mais se artificializa a criação dos equinos, mais aumenta a fragilidade dos filhotes. O parto das éguas ocorre preferencialmente durante a madrugada, o que dificulta o acompanhamento e “facilita” a proteção do neonato, evitando assim qualquer perturbação. O início do parto é marcado geralmente por uma queda de temperatura corpórea da égua. O parto pode ser dividido didaticamente em três estágios: o primeiro é de inquietação com dor abdominal. O segundo compreende a ruptura da bolsa, o início do nascimento e o ato de respirar. O terceiro estágio é a liberação dos envoltórios fetais (placenta) que leva de trinta minutos a três horas do início do parto. Neonato é o animal recém nascido. A duração deste estado é de 48 horas a 4 meses, no caso dos mamíferos. A variação depende da condição de sobrevivência do filhote sem a mãe. Se ocorrerem distúrbios durante a gestação ou parto, o filhote deve ser acompanhado, no mínimo, por 24 a 48 horas pós-parto. Uma gestação normal vai de 335 a 342 dias. Vale lembrar que a condição da saúde materna e status corpóreo influenciam diretamente sobre a condição do feto. As alterações mais graves que ocorrem são: distocias (mau posicionamento fetal), descolamento precoce de placenta, inércia uterina, idade materna avançada, produção insuficiente de leite e mastite. O exame clínico do potro recém-nascido não difere do exame de um adulto, porém os parâmetros são outros. A importância deste está na necessidade da rápida atuação do médico veterinário nos casos de emergências neonatais. Principais cuidados com o recém-nascido • Sistema respiratório • Sistema cárdeo-circulatório • Temperatura • Cordão umbilical • Excreção de mecônio • Amamentação • Isoeritrólise neonatal • Septicemia neonatal • Fatores normais
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Sinais de comunicação do Cavalo
Cavalos expressão o que sentem ou o que querem transmitir ao dono, por sinais de comunicação corporais, por sons emitidos por eles, pelo posicionamento das orelhas, com movimentos de cabeça, pernas e face. Cabe a você entender para ter uma melhor relação com seu cavalo. Sinais de comunicação corporais Movimento de repressão: o cavalo coloca o corpo na frente de outro animal, impedindo-o de avançar e é utilizado por animais corajosos e dominantes. Sinais de comunicação com sons Relincho: som longo, alto e agudo e usado para chamar a atenção sobre algo ou alguém. Sinais de comunicação com as orelhas Através das orelhas, podemos saber onde está direcionada a atenção do cavalo. Dependendo para onde elas estiverem apontadas, poderá nos dizer seu ânimo ou sua tensão. Inclinação aguda para frente: tensão, curiosidade ou boa intenção. Sinais de comunicação com a cabeça A cabeça mostra, através de movimentos pendulares, que existe alguma insatisfação, uma vontade de sair da situação em que está. Quando montados, demonstra desagrado com a embocadura ou com o exercício imposto. Mas, muitas vezes, o movimento com a cabeça serve apenas para aumentar o campo de visão do animal ou para chamar a atenção de alguém. A investida ou empurrão com a cabeça é também uma forma de atrair a atenção ou talvez a demonstração de não gostar de alguma coisa que está vendo ou sentindo. Sinais de comunicação com as pernas Escavar o chão: desejo de achar algum alimento ou pedindo-o ao seu dono. Ou reconhecimento e como desejo claro de continuar algum movimento, mostrando algum tipo de frustração. Sinais de comunicação com a face Abocanhar: o animal puxa o canto da boca, abrindo-a e fechando-a como se fosse morder. Mostrando o lado brincalhão, querendo dizer "olha, estou aqui e sei ser simpático!". Para chegar a um convívio mais completo com seu cavalo, precisamos conhecer os sinais que ele transmite a você. O cavalo faz sua parte de maneira natural e espontânea, expressando o que sente, avisando com antecedência do que gosta ou não, deixando claro sua posição de submissão ou obediência, como também alerta sobre sua postura de líder em determinadas situações. |
éguas que abortamA perda de uma gestação para uma égua não depende somente dela, mas também do manejo utilizado pelo proprietário, como: condições ambientais (temperatura), nutrição (níveis adequados de proteína), grau de infestação por parasitas, ingestão de plantas tóxicas, stress materno, dentre outras causas. Podem ser divididas em morte embrionária, aborto ou nascimento prematuro, dependendo do estágio da gestação. A morte embrionária pode ocorrer entre o momento da fertilização até quarenta dias depois, sendo uma das mais importantes causa de redução de fertilidade em éguas. O maior período relacionado se dá entre a segunda e terceira semana de gestação (período de reconhecimento materno da gestação). Quando ocorre antes desse período, a égua retorna ao cio normalmente. A perda embrionária ocorre após a segunda e terceira semana de gestação. Estão estimadas em 5% nas éguas consideradas férteis, podendo chegar em 70% nas éguas não férteis. O diagnóstico pode ser realizado através da palpação retal e exames ultrassonográficos. A ausência da vesícula embrionária ou alterações na sua forma (diminuição do diâmetro e irregularidades no contorno), são indícios de perda precoce do embrião. Dentre os fatores mais importantes responsáveis pela morte embrionária, são: idade da égua, stress, subdesenvolvimento do aparelho reprodutor, problemas genéticos, desequilíbrios hormonais (deficiência de progesterona), falha no reconhecimento materno fetal, má nutrição, local de fixação da vesícula embrionária, agentes infecciosos, clima, toxemias e administração de alguns medicamentos. Outra causa são que éguas gestantes podem perder seus potros se forem mantidas juntas com machos. Ao envia-las para estábulos para se acasalarem com os garanhões, quando retornam grávidas, se envolvem em "relações sexuais promíscuas" com os machos de seu próprio estábulo, para disfarçar a paternidade do potro. Mas quando isso não é possível, pode ocorrer o aborto. Cientistas acreditam que esse comportamento sexual estranho pode ter evoluído por causa do risco muitas vezes vistos em espécies que vivem em grupos sociais machistas, nos quais os machos matam filhotes de outros machos em uma luta pela supremacia. Um estudo feito, mostrou que as éguas acasaladas com "garanhões estrangeiros" (de outros estábulos) e abortam em quase 1/3 dos casos. Já as éguas acasaladas com os garanhões do próprio estábulo, não abortam. Éguas que foram separadas dos machos, fisicamente incapazes de disfarçar a paternidade de seu potro tinham mais chances de abortar. A atitude da égua impede um desperdício de energia em produzir uma prole. Embora o mecanismo por trás dessa alta taxa de abortos equinos ainda não seja conhecido, os pesquisadores afirmam que o estudo tem uma mensagem muito prática para os criadores de cavalos: o transporte de éguas para o acasalamento ou inseminação artificial exige cuidado. Trazê-la de volta a um ambiente com machos é obviamente prejudicial, sendo provavelmente uma das principais causas do alto percentual de interrupção de gravidez em animais domésticos. |
O inverno para os cavalos
Ao chegar o inverno, dependendo da região, o pasto não oferece todos os nutrientes que o cavalo precisa por causa do frio e é nesta época do ano que o preço dos volumosos (feno/alfafa/capim) sobe, mas o proprietário deve estar focado na alimentação de seu animal. Ao usar volumoso de baixa qualidade pode gerar cólicas por compactação. Além da cólica, outras doenças como Gripe Equina (causada pelo Influenza Vírus), Adenite Equina (o popular garrotilho) e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) - que causa um estado alérgico crônico com crises respiratórias. No caso da Gripe e da Adenite, os animais devem ser isolados dos outros, pois são comuns onde há grande aglomeração de cavalos e é recomendado a vacinação dos animais que vivem em hípicas, grandes haras e os que participam de feiras agropecuárias. Quando se adquire um novo animal, é necessário deixa-lo em quarentena para verificar se não tem nada de errado com ele para depois poder junta-lo com os outros cavalos. Quanto a DPOC, o prevenção é feita com mudanças no manejo do animal, que pode ser evitar friagens e choque térmicos, manter a cama limpa e evitar o contato do animal com alérgenos (ex: poeira, pólen..). Oferecer feno úmido e capim verde é de vital importância. A zona térmica de conforto do cavalo é bastante diferente com a dos humanos, quando são animais são soltos no pasto, os equinos uma vez aclimatados suportam muito melhor o frio que nós, isto por que os cavalos tem mecanismos próprios de defesa, os pelos densos principalmente do dorso e no posterior funcionam como um escudo climático de proteção, evitando que ele não sinta frio. Isto é claro desde que ele não se molhe. Por isso é importante ter nos piquetes árvores ou algum outro tipo de proteção. Já um animal em treinamento esportivo, a pelagem grossa torna-se um problema já que assim se torna a secagem mais difícil depois dos exercícios. Os de pelos longos que tomam banho constantemente são mais susceptíveis a doenças de pele pela demora do pelo secar que facilita o aparecimento de bactérias e fungos. O pelo longo e molhado também pode causar problemas respiratórios. Lembrando que a pelagem grossa só protege o animal se estiver seca, pois molhada só irá fazer que o animal se resfrie mais rapidamente. Levar em conta as características de cada animal é fundamental para saber o que deve ser feito, não se pode falar apenas em cavalos de esporte, mas outros animais no inverno, engrossam o pelo ao ponto de causar um transtorno no manejo. Outros ficam com a pelagem tão grossa que ficam parecendo ursos. Alguns são mais sensíveis ao frio, outros nem tanto. Mas isso depende de cada animal. Ao tosquiar seu cavalo, é necessário que ele use mantas que podem ser feitas de nylon, lã, soft, fleeze, entre outros materiais, além de aquecerem e protegerem o animal do frio, também evitam o espessamento dos pelos. Mas fique atento na hora de retirar a manta térmica do cavalo para que não ocorra um choque térmico.
Aos cavalos soltos no pasto, nas temperaturas baixas eles tendem a ficar mais agrupados, em situações assim, não é raro vê-los correndo juntos para gerar calor e logo em seguida se agruparem para se aquecerem juntos. Se você for trabalhar com seu cavalo durante o inverno, prefira os horários mais quentes do dia, sem ser o início da manhã e o fim da tarde. Quando se trabalha no frio, é recomendável colocar uma capa que transpire sobre as costas do animal e caminha-lo por algum tempo. Quando tiver aquecido, deve se retirar a capa e prosseguir com o trabalho. O mesmo deve ser praticado no treino, caminhe com ele para ele esfriar e a mesma capa pode ser colocada nas costas do cavalo, região sensível a ele. Cuidados devem ser tomados, ao caminhar com seu cavalo por 10 minutos faz com que as articulações se lubrifiquem, os músculos se aqueçam e soltem. O ideal nesse caso é fazer exercícios de alongamento e flexionamento para que auxilie nos movimentos mais exigentes para o cavalo. Mas você precisa-rá de mais tempo para conseguir aquecer os grandes grupos musculares e conseguir o fluxo de sangue para um esforço mais intenso. Após o treino, deve se impedir que os músculos esfriem rapidamente. A utilização de capas transpirantes e longo período de passo são recomendados. Em questão ao banho, o ideal é não molhar o cavalo quando está muito frio. Evitar que ele transpire demais no trabalho é uma alternativa, mas nem sempre é possível. Para isso, escolha a hora mais quente do dia para dar o banho. Alguns lugares existem água quente e um sistema de aquecimento que facilita a secagem do pelo. Caso não houver, coloque uma capa telada por baixo da capa de fleeze para que permita que o pelo seque mais rápido. Mas nunca dê banho no seu cavalo após de submetê-lo a um trabalho que sejaintenso ou não, pois causará um choque térmico no animal. |
REFLEXO FLEHMEN |
Cólica equina![]() Cólica Equina é classificada como doença que causa dores abdominais nos equinos resultantes de afecções no aparelho digestivo destes animais ou em outros órgãos. |



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